Aranhas


O que são?

Pertencentes a classe aracnida, possuem glândulas de veneno utilizadas para alimentação e defesa. As aranhas têm seu corpo dividido em Cefalotórax e abdome, sendo que, no cefalotórax a aranha possui quatro pares de pernas, um par de palpos (apêndices mais curtos que as pernas, utilizadas para auxiliar na alimentação e nos machos para reprodução), um par de quelíceras utilizada para a inoculação do veneno.

Aranhas de importância médica:

Existe atualmente cerca de 36 mil espécies descritas, embora muitos especialistas estimem que esse número seja bem maior, ultrapassando 100 mil (CARDOSO, 2003). Porém, desse número apenas cerca de 20 espécies distribuídas em 4 gêneros (Loxosceles, Phoneutria, Latrodectus, Atrax) são conhecidas como de interesse médico, sendo que apenas os 3 primeiros gêneros ocorre no Brasil. Na região sul do Brasil há a presença descrita apenas dois gêneros de importância médica: Loxosceles (aranha marrom) e Phoneutria (aranha armadeira).

Loxosceles sp. (Aranha Marrom)

Conhecidas popularmente como aranhas-marrons, constroem teias irregulares em fendas de barrancos, sob cascas de árvores, telhas e tijolos empilhados, atrás de quadros e móveis, cantos de parede, sempre ao abrigo da luz direta. Possuem corpo revestido por pelos curtos e sedosos, de cor variando em tonalidades de marrom esverdeado até avermelhado. Podem atingir de 1 cm de corpo até 3 cm de envergadura de pernas. São pouco agressivas, de hábitos noturnos e geralmente picam quando comprimidas.

Phoneutria sp. (Aranha Armadeira)

São conhecidas popularrmente como aranhas-armadeiras, são agressivas levantando os dois pares de pernas dianteiras e apoiando nas traseiras mostrando as manchas listradas abaixo das pernas como sinal de advertência. Podem atingir de 3 a 4 cm de corpo e até 15 cm de envergadura. São animais errantes (não se fixam num mesmo ambiente) e não constroem teias geométricas. Os acidentes ocorrem com frequência dentro das residências quando elas entram procurando abrigo, principalmente em calçados.

Aranhas sem importância médica:

Lycosa sp. (Tarântula de Jardim)

É conhecida popularmente como aranha-de-grama, aranha-de-jardim, aranha-lobo ou tarântula, apresentando tamanho médio de 4,5 cm. A característica que identifica as aranhas deste gênero é o desenho em formato de seta que apresentam na região dorsal do abdômen. Vivem em pastos, gramados e jardins. São ativas tanto de dia quanto à noite e não vivem em teias. Os filhotes, quando saem dos ovos que são guardados dentro de uma saco de seda (ooteca), sobem nas costas da mãe. Estas aranhas podem picar, mas seu veneno é pouco tóxico para seres humanos e os acidentes dificilmente necessitam de cuidados médicos.

Vitalius sp. (Caranguejeira)

As famosas caranguejeiras assustam pelo seu tamanho, mas são dóceis e seu veneno não é tóxico para humanos. Algumas pessoas as têm como animal de estimação, mas isso não é recomendado. Apesar de não terem um veneno muito tóxico, estas aranhas possuem a região dorsal do abdômen revestido por pelos (cerdas) urticantes. Quando se sentem ameaçadas as caranguejeiras podem raspar as patas traseiras no abdômen e liberar estes pelos, que podem atingir os olhos, causando lesões, ou a pele, provocando irritação e coceira. A maior caranguejeira conhecida é da espécie Theraphosa blondi, na Amazônia, qua atinge até 26 cm.